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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Religiosidade

Desde sempre que os homens, enquanto tais, tiveram necessidade de atribuir a uma entidade aquilo, que ainda não conseguiam explicar- fenómenos da natureza, acontecimentos inesperados a seus olhos, etc. Certos povos transferiram essa carência para várias divindades, outros, pelo contrário, agregaram-nas numa única. Daí se passou à adoração e mais tarde ao culto, o que implicava uma série de regras, ao mesmo tempo estabelecidas e aceites. Com o decurso do tempo, nasceram vários tipos de cultos religiosos em todas as regiões terrenas. Adquiriram dois caminhos distintos e opostos- uns,preferiam o bem,outros o mal. Assistiu-se também a uma interpenetração de objectos de culto e ritos entre algumas delas. Um dos casos mais significativos foi a adopção pela Igreja Católica de certos ritos, considerados pagãos, isto é, fora da esfera religiosa, mais próximos da cultura popular, com o fim de aproximar os crentes da sua influência. Quando falamos da Igreja Católica, não podemos ignorar o livro, que está na sua génese - a Bíblia - que continua a ser considerado o mais belo livro do mundo. A sua primeira parte, o Antigo Testamento, pertencente também ao culto judaico, narra a história acontecida antes do nascimento de Jesus Cristo. A segunda parte, o Novo Testamento, foi narrado pelos Apóstolos, seus discípulos, cuja missão consistia em espalhar pela terra a sua palavra, isto é, os seus pensamentos, as suas acções, o seu modo de proceder, em resumo o seu exemplo. Este livro é principalmente construído pelas mais diversas figuras de estilo, de tal modo fantásticas, que a sua leitura se torna um rodopio de interpretações, porque não representa apenas o que está escrito, encaminhando a leitura para o que se pode inferir, para o que se pode imaginar para além do relatado factualmente. Existe, porém, uma lacuna, que não posso deixar de apontar e que consiste na passagem a texto pelos citados discípulos, que pela sua origem social deveriam ser iletrados, e devido a tal facto terem transmitido a mensagem de modo oral, o que poderá ter dado origem a vários erros de interpretação. Em conclusão, todo o ser humano tem dentro de si uma religiosidade intrínseca, que se revela, ou que tal como a Bíblia se infere. Mesmo o ateu, o não crente, ao não acreditar está implicítamente a realçar a sua existência. Não quero crer, que se possa não acreditar sobre algo inexistente.

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