Desde sempre que o homem, quando buscava resposta para o que não conseguia explicar, inventou palavras justificativas da sua impotência em relação a tal facto. As duas supra-citadas são o exemplo cabal disso, no seguimento da oposição sempre presente da dicotomia - negativo/positivo ; bem/mal . Em virtude desse facto necessitar das tais duas vertentes opostas, conforme a interpretação de cada um, se lhe era favorável seria "sorte",desfavorável "azar". Ora, para mim não existem. Vejamos então um caso pessoal e concreto - certo dia ao atravessar a pé a Avenida da República, em Lisboa, o sinal verde abriu, e depois de ter percorrido três das quatro faixas rodoviárias, de repente estaquei,mesmo a tempo de evitar ser colhido por um automóvel,que a grande velocidade desrespeitara o sinal vermelho. Dirão os leitores que tive muita sorte, quando o que se deveria dizer, seria tão só, que eu não dei o passo,que talvez me levasse à morte. Ainda outro exemplo simples ilustrativo da posição que cada toma, face a determinado facto : quando no futebol,ou outro desporto, a bola bate no poste e não entra,os adeptos da equipa rematadora, gritam azar e os da defensora sorte. Simplesmente o que se verificou foi que a bola não entrou por ter batido no poste! É esta a minha tese e convido-vos a mostrarem-me a antítese.
As palavras sorte e azar estão relacionadas com probabilidades, os jogos de sorte e azar como na roleta vermelho/preto; par/impar; 1-18/19-36 têm uma probabilidade de 50/50, a mesma de se atirar uma moeda ao ar, a probabilidade do acontecimento é neutra, tanto pode ganhar como pode perder.
ResponderEliminarNa situação da passadeira ou do futebol já são situações diferentes, pois envolve factores externos.
Uma pessoa que vai a atravessar uma passadeira e quando vê que vem um veículo em excesso de velocidade, teve atenção ao perigo, o ser humano de forma inconsciente vai responder ao maior propósito da vida, a sobrevivência, mas um segundo entre a vida e a morte faz toda a diferença.
Se tivesses avançado na passadeira e tivesses sido obrigado a recuar ou a correr, poderíamos dizer que tiveste sorte, pois a probabilidade de haver colisão teria sido maior. Caso tal não acontecesse assim, existiriam dois azares, porque a probabilidade de se ser atropelado numa passadeira é redudiza, e outra porque a probabilidade de atropelar alguém numa passadeira para além de ser reduzida, é evitável.
Sendo assim o condutor seria mais estúpido que azarado.